O que é colestase da gravidez?

Hoje no “ Comigo foi assim”, Patrícia Hadlich nos conta, através de uma narração cheia de amor, como descobriu e buscou atendimento  médico quando foi diagnosticada com  colestase intra – hepática na gravidez.

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Você está num lugar quentinho, aconchegante, protegido. Você se preocupa mesmo é com a vida lá fora, porque aqui dentro, ninguém pode te fazer mal.

De uma hora para outra o ambiente que é o seu protetor se torna uma ameaça de morte. Você tem que sair rápido dali, a sua vida depende disso.

Foi o que aconteceu com a Julia dentro de mim. Ninguém sabe porque, mas meu fígado parou de eliminar as toxinas. Elas se acumularam no meu corpo. E, se chegassem à Julia, causariam sua morte.

Colestase é o nome que criou o maior arrepio na espinha já sentido. O médico que me operou disse que em 40 anos de profissão era o quarto caso que tratava.

O que denunciou que algo estava errado foi uma coceira extrema por todo o corpo, que beirou a auto mutilação de tão enlouquecedora.

Uma semana de coceira e minha intuição começou a funcionar. Pesquisei, conversei em grupos de mães e cheguei à emergência com meu diagnóstico. Exames confirmaram. Temos que tirar Julia daí.

Julia foi chamada pelos médicos de “prematura gigante” devido ao peso, de 3,2 quilos. Até entrar em cirurgia, não sabíamos se uma das duas ou as duas precisariam de UTI ou de outros cuidados especiais.

Conversamos. Papo de mãe e filha. E definimos: daria tudo certo.

Minha pequena chegou esbanjando saúde. Nada de UTI, fomos direto para o quarto. Exames todos normais, o leite desceu ainda no hospital.

Julia é um poço de tranquilidade. Chora pouco, mama e dorme muito. Um doce de menina, forte e delicada ao mesmo tempo.

Já nasceu aprendendo que na vida até o mais seguro dos mundos pode se voltar contra você. A gente se adapta e se fortalece.

Seja bem vinda, minha filha. Que bom que você chegou. Esse mundão louco precisava urgentemente de você.

Um pouco sobre a doença

A colestase da gravidez (também chamada de colestase intra-hepática da gravidez) afeta o fígado, órgão que em algumas mulheres é sensível demais aos hormônios da gestação, e provoca forte coceira na pele.

O fígado normalmente produz a bile, que vai para o intestino, onde ajuda na digestão. Quando há colestase, o fluxo de bile para o intestino é reduzido, e a bile se acumula no sangue.

É mais comum que a colestase apareça depois de 30 semanas de gravidez. Não se sabe exatamente sua real causa, mas, ao que parece, existe uma tendência genética.

O principal sintoma é a coceira na pele, que costuma se agravar à noite, levando a cansaço e insônia. Na maioria das vezes a coceira (também chamada pelos médicos de prurido) começa nas palmas das mãos e nas solas do pés, e depois se espalha.

Trecho de um artigo do site Baby Center:
https://brasil.babycenter.com/a1500564/colestase-da-gravidez#ixzz4n08JWhU8

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