MEDOS NA INFÂNCIA

msa10O medo é um sentimento que serve para nos alertar sobre perigos reais ou fantasiados, que geralmente leva a comportamentos de fuga ou esquiva do perigo observado ou imaginado. Em outras palavras, o medo faz você acreditar que não tem o que é necessário para lidar com o perigo e que a solução é evitar o confronto. Se sua análise da situação for adequada, então é provável que o não enfrentamento seja mesmo a melhor solução.

Sentir medo é uma condição saudável para adquirir o que lhe falta para manejar uma situação, ou evitá-la, por que de fato ela é potencialmente perigosa, considerando que o medo pode agir como poderoso aliado de cautela .

Todo medo tem objeto. Você tem medo de cachorros, de cobras, de assalto, de doenças e etc.. Assim, o medo é um sentimento bastante claro e objetivo e demanda de você o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento para administrar positivamente seus limites em relação ao que você teme.

Na infância, muitas vezes, os medos são invisíveis e incompreensíveis, mas para a criança eles existem e são reais. O ideal é ajudá-la a aprender a dominar seus temores e não ser dominada por eles, assim como acontece com os adultos.

O foco do medo muda no decorrer do desenvolvimento da criança, pois à medida que ela cresce seu mundo amplia. Assim, ela começa a se adaptar e desenvolver, naturalmente, novas habilidades para dominar aquilo que antes a assustava. Por isso os medos de uma criança de 2 anos são diferentes dos medos de uma de 8 anos.

O problema reside quando esse medo é hiperdimensionado por quem o sente, o que acaba se transformando em um transtorno patológico: a fobia, causadora de muitos prejuízos.

A fobia pode ser definida como manifestações de ansiedade e medos persistentes, exacerbados e sem propósito, mas, mesmo assim, incontroláveis e paralisantes. Por desencadear um estado de angústia, causar sofrimentos intensos e influenciar diretamente a capacidade de realização da pessoa. A qualquer indicio de fobia, é preciso procurar ajuda profissional.

 

MEDOS COMUNS POR IDADE

0 a 18 meses: Barulhos estranhos ou altos, luzes intensas, pessoas estranhas e riscos de quedas. O bebê chora ou fica irritadiço e agitado.

18 a 36 meses: Água, pessoas mascaradas (Papai Noel), escola e tudo o que for estranho à sua rotina.

3 a 5 anos: Fantasias assustadoras, como monstros e fantasmas. É a fase da imaginação fértil, que pode se intensificar na hora de dormir. Ela acontece por causa do desenvolvimento da massa cinzenta. Vale lembrar que a capacidade de imaginação aumenta à medida que ocorre o desenvolvimento biológico do cérebro.

A partir dos 6 anos: Medos mais vinculados à realidade, como o de ladrões e o de acidentes em geral. A família deve transmitir a malícia necessária para a criança ter segurança. Nessa hora, é importante demonstrar como agir em uma piscina ou, então, o que fazer diante do assédio de estranhos.

COMO LIDAR COM OS MEDOS INFANTIS

  1. Compreenda o medo do seu filho(a). Converse, deixe a criança compartilhar seu medo com você (ouça mais e fale menos).
  2. Falar sobre sentimentos e nomear as emoções são habilidades importantes que ajudam a criança a transformar uma sensação assustadora e incomoda em algo definível e natural, o que pode ter um efeito calmante imediato.
  3. Não subestime ou tire sarro dos medos do seu filho(a).
  4. Diga à criança que todos nós temos o direito de sentir medo. Ajude a resolvê-lo.
  5. Não force seu filho(a) a fazer algo que tem medo.
  6. Ao lidar com seus próprios medos, lembre-se que você é o exemplo. Isso faz com que a criança perceba que não está sozinha nessa empreitada e que você também aprendeu (ou está tentando aprender) a superar algo assustador.
  7. Mantenha as crianças longe de personagens assustadores. Uma criança pequena não sabe diferenciar realidade de fantasia.
  8. Use humor e faz-de-conta para espantar o medo.
  9. Deixe claro que você sempre estará lá para proteger seu filho(a).
  10. Lembre-se que não é possivel separar emoção de pensamento e ação e pense positivo.

 

 

Texto baseado nos livros: -Conhecendo-se para educar – orientação cognitivo comportamental para pais. Renata Lopes e Ederaldo Lopes; Editora Sinopsys,2015.

                                              –Psicologia das habilidades sociais na infância. Zilda Del Prette e Almir Del Prette; Editora Vozes, 2011.

 

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