Como me tornei uma Mãe Empreendedora

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Rachel Torok  trabalhou em diversas áreas antes de se descobrir uma empreendedora, e um dos seus  maiores estímulos para investir no seu próprio negócio foi a vontade de passar mais tempo com seu filho e a sua família. Hoje em dia, Rachel é proprietária da empresa de moda infantil “Nicos & Nicas”, focada em oferecer as tendências na área e exclusividade, é sócia evento “Bazar Banana Chic”, em ainda esse mês irá lançar mais uma novidade, a “Bananeira Kids”, primeira  loja colaborativa do seguimento infantil em Mato Grosso do Sul, localizada na Rua Raul Pires Barbosa, 1260- sala 5- Bairro Chácara Cachoeira, novo corredor comercial da cidade. Neste rico bate – papo, Rachel nos conta com muita propriedade seus desafios, suas conquistas e as suas expectativas na área do empreendedorismo materno. Ela nos encoraja e nos incentiva a conciliar nosso maior tesouro aos nossos sonhos.

M: Qual era a sua área antes de se tornar uma empreendedora individual?

R: Sou turismóloga, com formação nas linguas inglesa e espanhola, também estudei economia, e especializei-me em gestão empresarial; Fui agente de viagens, hoteleira, professora de inglês e  em diversos cursos na área de turismo. Atuei como assessora de turismo no SESC, e estou pela segunda vez trabalhando como consultora também na área de turismo, dentro do setor de educação profissional do SENAC.
M: A maternidade veio antes ou depois desta fase?
R: Eu já era mãe quando entrei no SENAC, meu filho  estava para completar 5 meses e mesmo dentro da empresa eu já tinha um espírito empreendedor, sempre dando ideias pertinentes que impulsionavam o crescimento da empresa. Apesar de não ter família em Campo Grande, conseguia conciliar bem a maternidade com o meu trabalho, pois mesmo com a necessidade de trabalhar, eu trabalhava com muito prazer e extremamente realizada. Sempre fazendo o possível para que nem minha família  fosse prejudicada e nem a empresa que depositava tanta confiança em mim.

M: O que te inspirou a investir no seu próprio negócio?

R: Comecei a fazer sessões de coaching entre 2014 e 2015 para buscar o autoconhecimento, tanto pessoalmente como profissionalmente. Envolvi-me tanto com o processo que resolvi fazer o curso de coaching pela Sociedade Brasileira de  Coaching . E foi a partir daí que decidi sair da empresa em que trabalhava para ser uma mãe empreendedora, pois meu desejo era aproveitar as minhas habilidades no meu próprio negócio. Essa nova fase foi muito bem vinda à maternidade, pois me daria uma maleabilidade maior para ter mais tempo com a minha família. Claro que no começo, o trabalho é muito intenso, mas consegui conciliar melhor a maternidade com a minha carreira, a partir desta decisão de empreender.

Fiz muitas pesquisas na minha área de formação, que é o turismo, e primeiramente pensei em empreender na cidade de Bonito. Minha intenção era montar um Hostel. Fiz vários cursos no SEBRAE que me auxiliaram a tornar esta ideia mais palpável. Durante este processo, estudei muito sobre economia compartilhada, por que o hostel é um meio alternativo de hospedagem que vem crescendo no Brasil e é uma maneira de economizar na estadia. É uma alternativa de viajar sem gastar muito com hotel, o que disponibiliza mais dinheiro para passeios e alimentação.

A partir dos meus estudos sobre economia compartilhada, pude identificar que o ramo da moda, em especial os brechós, estavam em grande ascensão. Nos últimos 6 anos, o crescimento foi de aproximadamente 200% no Brasil. Este novo conceito de brechó, que não são abrange mais somo peças muito usadas ou peças vintage/antiguidades, mas também as peças semi – novas, com marcas reconhecidas e a preços mais acessíveis. Os ambientes também estão mais agradáveis e virou uma tendência.

Surgiu assim, a ideia de realizar um evento, junto com duas amigas, que seria no formato de um brechó. Olhando para os meus armários, percebi muitas peças que eu não usava mais, ainda em bom estado, e resolvi disponibilizá-las a venda para pessoas que prolongariam a vida útil daquelas peças. Além de resgatar uma porcentagem do valor que investi na peça, outra parte da venda vai para uma instituição de caridade. Surgiu assim o Bazar Banana Chic, que tem o objetivo de despertar a ideia de consumo consciente. Além de se beneficiar com a venda de um item que se encontrava  parado, inutilizado, temos também este trabalho social, esta preocupação com o meio em que vivemos como um todo. E como mãe que sou, pensei em um ambiente que pudesse ser agradável para as mães, ou seja, em que as crianças pudessem se entreter, enquanto as mães pudessem fazer as compras, conversar, conhecer os produtos. Então nosso Bazar veio com esta proposta de ser um ambiente tranquilo, seguro, ambiente climatizado e com programação infantil. Através do Bazar pude experimentar o que era realmente empreender. O evento evoluiu bastante, e já realizamos 4 edições. Com o avanço do evento, a última edição, que ocorreu em dezembro de 2016, oferecemos uma nova configuração do evento, não mais com a área brechó, mas sim com uma área outlet, com a participação de lojas incríveis e super reconhecidas pelo público em geral, e com um área composta por pequenos empreendedores, além da área gourmet. Foram mais de 35 expositores, e aproximadamente 700 visitantes em dois dias de evento. O valor arrecado com a entrada do evento também foi destinado à uma Instituição de Caridade.

M: Quais os principais desafios que encontrou ao tentar conciliar a maternidade com o seu trabalho?
R: Um dos principais desafios foi inserir meu filho neste processo. Apesar disso, ele respondeu muito bem. Ele adora me ver envolvida, me ver trabalhar e participar. Ele percebeu que pude ficar mais tempo em casa e pude ter mais tempo com ele. Em muitos eventos ele vai junto e se diverte bastante! Alguns eventos são no meu condomínio, alguns já fiz na minha casa, então o empreendedorismo me mostrou que meu filho pode fazer parte do meu trabalho e me acompanhar, o que nos meus trabalhos anteriores não era possível. Inclusive, a partir desta vivência ele pode começar a ter noções de empreendedorismo, e passou a valorizar muito mais o trabalho. Ele entende que o resultado deste trabalho, por exemplo, nos proporciona mais momentos de lazer.
M:  Você tem algum conselho para as mamães que querem começar no empreendedorismo materno?
R: Busquem informação. Procurem o SENAC, o SEBRAE, façam cursos, pesquisem sobre a área de interesse que vão empreender, participem de eventos, visitem locais do mesmo seguimento, conversem com outras empreendedoras, mães ou não, colham o máximo de informação sobre o negócio que querem iniciar. Não tenham medo de empreender, planejem-se, façam um estudo de viabilidade do seu negócio pois isto auxilia a decidir que caminho seguir. Formalizem -se, o SEBRAE disponibiliza cursos gratuitos e consultorias para agregar credibilidade ao seu negócio. E para as mães que temem uma reação negativa de seus filhos, tentem incluí-los no processo, eles se sentirão mais próximos e terão orgulho de serem parte deste momento. Antes de sermos mães, somos mulheres com uma identidade, então fortaleçam se, e permitam – se, serão muitos desafios mas é tudo muito gratificante!!

Nesta entrevista Rachel compartilhou conosco um momento que passou com seu filho durante um passeio na feira. Seu filho tinha algumas moedas guardadas no bolso e queria fazer um agrado a mãe. Procurou nas barracas e voltou com duas bananas; Entregou-as à mãe, e disse que sabia o quanto ela gostava de bananas e que elas representavam sua marca (“Bazar Banana Chic”). Rachel conta emocionada que este é um exemplo de como sua realização profissional pode andar lado a lado com a maternidade, pois seu filho em um gesto tão verdadeiro e singelo demonstrou todo o orgulho que sente da mãe. E ela se realiza como mãe ao ver que está criando um ser humano sensível e também um potencial futuro empreendedor.

Quer saber mais sobre o trabalho dessa mãe empreendedora?! Então chame pelo whatsaapp 67 98129-8155, e siga suas páginas no instagram @nicosenicas @bazarbananachic (em breve será lançada a página da Bananeira Kids!!).

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